Três meses após chegar a Manaus para assumir surpreendentemente a Susam, a secretária Simone Papaiz vai passar cinco dias no Centro de Detenção Provisória Feminina. Ela é uma das oito pessoas presas na Operação Sangria, acusada de participar do que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal chamam de “organização criminosa” para roubar dinheiro público sob o comando do governador Wilson Lima.

Simone já havia sido alvo do Tribunal de Contas do Estado, que pediu seu afastamento imediato e definitivo, com pagamento de multa, por sonegar informações sobre as contas da Susam. O Governo do Amazonas ignorou e manteve Papaiz no cargo.

Desde sua chegada a Manaus, Simone foi motivo de críticas. Primeiros dos profissionais de Saúde, que estranharam a importação de uma pessoas sem nenhum conhecimento da realidade amazonense, mesmo porque aqui há profissionais de alto gabarito.

Segundo quando os deputados a convocaram para dar esclarecimentos e ela não compareceu, sendo obrigada pela Justiça a atender ao chamado dos parlamentares. Presa por cinco dias, agora não se sabe o futuro da secretaria de Saúde do Amazonas.