Apesar de ter o pedido de prisão negado, o governador Wilson Lima ficou sem o celular e o tablet nesta terça-feira, em Brasília. Alvo da operação Sangria, ele é acusado pela PF e pelo Ministério Público Federal de comandar desvios na compra de respiradores durante a pandemia, além de lavagem de dinheiro, e peculato. Wilson estava em Brasília quando foi abordado pelos policiais federais, e teve de entregar os equipamentos.

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, alega que foi possível “evidenciar que se está diante da atuação de uma verdadeira organização criminosa que, instalada nas estruturas estatais do governo do estado do Amazonas, serve-se da situação de calamidade provocada pela pandemia da Covid-19 para obter ganhos financeiros ilícitos, em prejuízo do erário e do atendimento adequado à saúde da população”.

Wilson também teve os bens bloqueados. Até o momento o Governo disse que aguarda o desenrolar do caso para se manifestar.