Menezão atende orientação do presidente Bolsonaro e vai pra rua ao lado dos empresários e trabalhadores

“Os idosos vão ficar em casa, mas os trabalhadores não podem deixá-los passando fome.” Essa é a orientação do presidente Bolsonaro, gritou em carreata nesta tarde de sexta-feira (27),  o superintendente da Suframa, Coronel Alfredo Menezes. A Carreata do Brasil não pode parar saiu da Djalma Batista na tarde desta sexta-feira. O titular da autarquia foi instruído pelo próprio presidente para não permitir que os empresários e trabalhadores fiquem casa, olhando para o céu esperando o que não vem. Se não houver trabalho a indústria não produz, o comércio não vende, o governo nada arrecada. E aí? Quem vai sustentar o SUS, produzir respiradores de UTI, álcool em gel e máscaras para proteger os idosos e suas famílias.

Foto: Maskate News

Sem produção só restará violência e exclusão

O isolamento social de 100 % da população vai trazer consequências desastrosas para a economia real . As empresas não têm capital de giro para estar paradas. Em sua maioria, não tem capital para um único mês . Sem receita, vão quebrar, a começar pelas micro, pequenas e medias empresas , que representam hoje 52 % dos empregos do Brasil . Esta é a opinião do empresário Marx Gabriel, para quem “… esperar que o governo tenha recursos para manter empresas fechadas e pessoas em casa é ingenuidade ou má-fé”. Essa também é a opinião compartilhar entre os dirigentes das entidades locais e o superintendente da Suframa.

Governo libera pacotes de ajuda

Ao todo serão R$600 bi de injeção na economia para evitar a quebradeira geral, diz Bolsonaro. Serão socorridas pequenas e médias empresas, os trabalhadores da informalidade e os segmentos mais atingidos. As empresas já alertaram o governo em carta aberta publicada em circuito nacional nesta terça-feira. O próprio governo deixa de arrecadar e tudo isso o se torna um caos, seguido de exclusão social e violência. “Temos que ter um forte plano de proteção e tratamento do grupo de risco (pessoas com mais de 60 e com doenças crônicas). Intensificação das boas práticas de higiene. Isso é claro. Mas para enorme maioria da população, seguramente mais de 80%, que não sofrerá danos maiores que uma gripe comum, por isso é fundamental que sejam liberadas para trabalhar e produzir trocas comerciais.