A maior obra de mobilidade urbana da capital, o complexo viário Ministro Roberto Campos, localizada entre as ruas Pará e João Valério, na avenida Constantino Nery, foi entregue nesta segunda-feira, 29/6, pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. A obra faz a interligação entre as zonas Oeste/Centro-Sul, por duas passagens subterrâneas, e Norte/Sul, por uma plataforma principal, melhorando o fluxo no trânsito e o transporte de passageiros, para as demais zonas da cidade.

Essa é a segunda grande obra de mobilidade urbana construída na gestão do prefeito Arthur Neto – a primeira foi o complexo viário 28 de Março – e, em outubro, a terceira estrutura desse tipo será entregue no Manoa, na zona Norte. “Mais que um complexo viário, essa obra é um marco na mobilidade urbana da cidade, reunindo arquitetura moderna e inteligente, engenharia de trânsito, melhoria para o transporte coletivo, modernidade dos serviços e embelezamento da cidade”, afirmou o prefeito, ao descerrar a placa inaugural, ao lado da presidente do Fundo Manaus Solidária, a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro, que também preside a Comissão Especial de Paisagismo e Urbanismo. Com investimento de R$ 63 milhões, o complexo foi construído em 15 meses com o cumprimento fiel do prazo contratual.

Foto: Márcio James / Semcom

“O projeto para essa obra estava engavetado há 30 anos e só aparecia em períodos eleitorais, em maquetes grandiosas e nunca saiu da promessa. Nós precisamos de seis anos para encontrar o equilíbrio fiscal, resgatar e fazer crescer nossa credibilidade junto às instituições de crédito e tivemos a coragem de fazer o que muitos diziam que era loucura ou um sonho. Fizemos no momento certo, quando havíamos reunido as condições para fazê-lo. Está feito. A cidade ganha uma obra magnífica e que vai mudar sensivelmente a vida de todos”, afirmou o prefeito. “Apesar de tantos problemas, provocados pela pandemia do novo coronavírus, nós fizemos a obra e está tudo pago”, completou.

Pela terceira vez prefeito de Manaus e faltando seis meses para conclusão do mandato, Arthur Virgílio tem dito que o principal legado de seu governo será a própria gestão, pautada pela saúde financeira. “Acho que, agora, as pessoas entendem por que eu falo tanto em ajuste fiscal. Quem faz ajuste fiscal se previne para qualquer emergência. O Brasil todo está paralisado e nós aqui estamos fazendo obras. Já entregamos centenas e outras serão entregues nos próximos meses, pagando em dia servidores e fornecedores. Manaus vai caber no orçamento sempre, porque nunca vou deixar as contas públicas desajustadas”, disse o prefeito de Manaus, ao declarar entregue a obra e dar início a uma grande queima de fogos.

Arthur também justificou a homenagem prestada ao economista Roberto Campos, que dá nome ao novo complexo viário. “O importante é entregar essa obra em tempo recorde, uma obra que homenageia um grande amigo da Amazônia, o ministro Roberto Campos, que foi o idealizador da Zona Franca de Manaus. Um economista liberal, que sempre foi a favor de trabalhar a tecnologia, pensando no amanhã e a gente deve a ele a ZFM”. Se ele fosse vivo, estaria influenciando no sentido de fazer as reformas que a ZFM merece e precisa”, destacou.