Amazonino Mendes, ex-prefeito, ex-governador e eterno candidato  quando o assunto é eleição, está em São Paulo, recarregando as baterias, de olho na volta para a Prefeitura de Manaus. Nos últimos tempos ele voltou às redes sociais com força, gravando mensagens nas quais analisa o momento do Estado do Amazonas, da capital e fala até de pandemia. Sempre hábil com as palavras, o Negão anuncia a volta, coloca a cabeça pra fora e acena para o eleitor, na tentativa de ver a reação do manauara.

Em sua mais recente passagem pelo Facebook, Amazonino Mendes apareceu nas redes sociais para falar com seus apoiadores. Ele disse que vê com preocupação os gastos na pandemia, e afirma que há claros indícios de corrupção. “Falta respeito das autoridades com o dinheiro público, fruto dos impostos que cada um de nós paga. “Investimentos” escoam por caminhos suspeitos da corrupção, que aparece nas reportagens por todos os cantos e que vai fazer falta para recuperar a economia e trazer os empregos de volta”.

 

Em discurso parecido com o de um candidato, o ex-prefeito e ex-governador disse que falta gestão durante a crise. “Falta consciência, planejamento conjunto, preocupação com vocês e suas famílias. Falta sensibilidade com a dor que cada um enfrenta pela perda de quem ama e com aqueles que perdem seus empregos”.

Amazonino se diz revoltado com os governantes. “Como cada um de vocês, estou indignado com a falta de união e de um direcionamento efetivo e único das autoridades municipais, estaduais e federal. Estão politizando a pandemia que vivemos e todas as implicações decorrentes dela”.

Por fim ele pede o fim da politicagem. “A má política está atrapalhando a superação deste problema. Os governantes e a classe política têm obrigação de trabalhar em conjunto e encontrar soluções. Logo. É inadmissível a situação que vivemos em Manaus, em todo o Amazonas. É preciso consciência para lutarmos juntos e cobrar soluções que salvem vidas e empregos. Só a união de todos nós vai devolver a esperança. Lutar é preciso. Juntos”.

Será que ele vem?