O colegiado do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) julgou irregulares as contas da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), do ano de 2016, de responsabilidade de Fabrício Silva Lima. O julgamento ocorreu na manhã desta quarta-feira (1º), durante a 19ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno (12ª Sessão Virtual), com transmissão pelo Facebook, Instagram e Youtube.

O ex-secretário foi multado a devolver aos cofres públicos em R$ 2,6 milhões, entre multa e alcances, por irregularidades identificadas pelos órgãos técnicos do TCE-AM. As empresas Erick dos Santos Amorim – EPP e C.S. Construção, Conservação e Serviços Ltda., contratadas pela Sejel, foram condenadas, por unanimidade, a devolver valores solidariamente ao gestor.
O relator do processo, conselheiro Érico Desterro, decidiu aplicar, ainda, uma multa de R$ 60,5 mil ao ex-secretário Fabrício Lima, que elevou o valor para o montante de R$ 2,6 milhões a ser devolvido em até 30 dias. As empresas Erick dos Santos Amorim – EPP e C.S. Construção, Conservação e Serviços Ltda. deverão devolver, solidariamente ao secretário, os valores de R$ 2 milhões e R$ 517 mil, respectivamente. Todos ainda podem recorrer da decisão.
Entre as irregularidades detectadas estão o atraso nos demonstrativos contábeis da secretaria durante sua gestão; impropriedades na contratação de serviços em locais gerenciados pela Sejel; ausência de pregão na contratação de materiais esportivos, onde o gestor não pôde comprovar uma despesa vantajosa para os cofres públicos, entre outras infrações.
Outros dois gestores da Sejel tiveram seus períodos aprovados com ressalvas, mas sem multa no ano de 2016: Antônio Eduardo Ditzel (01/01/2016 a 01/02/2016) e Ruth Lilian Rodrigues da Silva (01/01/2016 a 15/02/2016).
O TCE-AM determinou, ainda, que seja instaurada pela Sejel uma Tomada de Contas Especial, para que o órgão possa se ressarcir de prejuízos que foram causados. A Corte de Contas também recomendou à secretaria que aperfeiçõe sua gestão, capacitando servidores para a realização de um controle interno próprio mais eficaz.
Na mesma sessão, os membros do pleno julgaram irregulares as contas da ex-gestora da Policlínica de Codajás, Shaira do Castro Vale, no exercício de sua gestão em 2018. Shaira foi multada, aproximadamente, R$ 29 mil, que somado ao alcance de R$ 2,55 milhões, deve realizar o pagamento de quase R$2,6 milhões ao erário.