A universitária Dayse de Oliveira Brilhante, acusa a sargento do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMA), Marcelle Andrade Oliveira, a irmã dela Nardelle Andrade Neves, Maurício Rodrigues de Matos e Rosângela Cunha Mota de agressão física e injúria racial. Câmeras de segurança registraram as agressões que ocorreram no dia 25 de junho dentro do condomínio residencial Jardim Sakura, situado no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul.

De acordo com a estudante, por volta das 2h ela saiu para levar o cachorro dela para passear e durante o passeio fez o percurso pela rua Kobe, onde fica a casa de Marcele, que é esposa do coronel reformado e ex-comandante do Corpo de Bombeiros Fernando Pires Júnior. Na residência estava acontecendo uma festa junina, Dayse percebeu que a sargento estava filmando-a.

A jovem perguntou o motivo e pediu que ela interrompesse o vídeo. A militar, a irmã dela e Rosângela passaram a agredi-la com palavrões. Em seguida Maurício apareceu e começou a desferir palavras racistas. “Ele me chamou de ‘preta’, ‘essa negra’, se referindo à cor da minha pele, ‘puta’, ‘vagabunda’ e ‘preta que sempre anda por aqui’ ”, contou Dayse.

Dayse conta que encerrou a discussão e tentou ir para casa quando foi agredida por Mauricio que a acertou no rosto com uma bolsa, causando arranhões. O quarteto passou a dar tapas, chutes e puxões de cabelo na vítima, que tentou pedir socorro para o porteiro. “O segurança veio me ajudar, mas não conseguiu, em seguida apareceu o seu Milton, mas também foram agredidos por Maurício”, explica a estudante,que acrescenta que a mãe dela e o sindico também foram agredidos ao tentar ajuda-la.

Uma viatura foi acionada, mas o coronel vestiu um paletó e exigiu que os PMs prestassem continências e disse aos policiais que Dayse havia invadido a festa dele e chamado os convidados de traficantes. Os policiais foram embora e não deram ouvidos a jovem.

A reportagem do Maskate entrou em contato com a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMA), que por respondeu os seguinte: “O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) vem a público informar que a corporação não foi notificada oficialmente por autoridade policial, ou da Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública, sobre os fatos ocorridos na última quinta-feira (25), nos quais estariam supostamente envolvidos bombeiros militares”.

No entanto a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública disse ter conhecimento do caso e foi clara: “A Polícia Civil informa que o caso está em investigação. Cabe salientar que há dois Boletins de Ocorrência registrados, cada um por uma das partes envolvidas, com duas versões dos fatos. Há relatos de suposta agressão física e racismo de ambas as partes.  A Corregedoria Geral do Sistema de Segurança vai acompanhar o caso e adotará medidas cabíveis, caso haja comprovação da veracidade dos fatos imputados aos servidores envolvidos”.

 

 

Veja o vídeo das agressões: